terça-feira, 29 de setembro de 2009

Biografia de John Hus



John Hus nasceu por volta do ano 1370, na Boêmia - região que, no mapa geopolítico mundial, é ocupada, hoje, pela República Tcheca, país do Leste Europeu. Em 1400, foi ordenado sacerdote e, desde o início de seu ministério, quando assumiu o púlpito da Capela de Belém, em Praga, tomou-se um estorvo, um incômodo para alguns de seus colegas. Pregava insistentemente contra os privilégios do clero, e defendia a necessidade urgente de uma reforma religiosa. A eloqüência de suas pregações fez com que, rapidamente, boa parte da população o seguisse.

A nobreza também se rendeu ao seu discurso reformista e, há muito tempo, tentava encontrar uma forma de limitar o poder eclesiástico. Calcula-se que, na época, metade do território nacional boêmio pertencia à Igreja Católica, enquanto à Coroa cabia apenas a sexta parte. No mesmo período, com o apoio das autoridades, Hus traduziu o Novo Testamento para a língua boêmia e tornou-se um simpatizante das obras de John Wycliff (1329-1384), um reformador inglês.

Impedido de pregar - Influenciado por algumas das doutrinas wiclifistas, Hus pregava, dentre outros pontos, a autoridade suprema da Bíblia e a predestinação - doutrinas negadas, até hoje, pela Igreja Católica. Era a época em que existiam três papas comandando a Igreja, e ninguém sabia ao certo quem era o legítimo. Feito reitor da Universidade de Praga, Hus apoiava Alexandre V, eleito no Concílio de Pisa. No entanto, o arcebispo local era fiel a um outro papa - Gregório XII - e, por causa da disputa política, o arcebispo fez com que Hus fosse impedido de pregar.

Hus - que significa ganso na língua boêmia - não obedeceu à proibição e, por isso, foi excomungado em 1411. Entretanto, seu pior ato de insubordinação, e o que gerou sua condenação à morte, foi a crítica feroz a uma atitude do terceiro papa, João XXIII. Em guerra contra o rei de Nápoles, aquele papa decidiu financiar o conflito com a venda de indulgências (remissão de pecados mediante pagamento à Igreja com determinada quantia em dinheiro). Os vendedores chegaram à Boêmia, tentando usar todo tipo de método para persuadir seus "fregueses". Hus, imediatamente, protestou e afirmou que só Deus poderia conceder indulgências e ninguém jamais poderia vender algo que procede somente de Deus.

Seu discurso movimentou o país e até passeatas de protesto foram organizadas. Hus foi excomungado pela segunda vez, e mudou-se de Praga para o Sul da Boêmia, a pedido do imperador. Ele permaneceu lá, até que, em 1414, ficou sabendo da realização do concílio da igreja católico-romana de Constança, na Alemanha. O evento, que contaria com a presença de vários reformadores de renome, prometia inaugurar uma nova era na vida da Igreja, pois seria decidido quem era o papa legítimo. Hus foi convidado a expor seu caso e aceitou comparecer. Poucos dias após sua chegada a Constança, foi convidado pelo Papa João XXIII para uma assembléia composta apenas de cardeais. Hus insistiu que estava ali para defender suas idéias diante do concílio e não em uma reunião tão restrita. Antes não tivesse ido.

O boêmio saiu daquela assembléia acusado de heresia e, a partir de então, passou a ser tratado como prisioneiro. Em junho de 1415, finalmente foi julgado pelo concilio. Por aquela época, João XXIII já fora deposto, mas isso não melhorou a situação de Hus. O concilio lhe atribuía uma série de heresias, as quais ele teria de admitir ser o autor. No entanto, em momento algum, a direção do concilio se dispôs a ouvi-lo sobre quais seriam, de fato, suas doutrinas. Hus, obviamente, recusou-se a retratar-se de doutrinas que não havia propagado e, assim, foi condenado à fogueira.

No dia 6 de julho, ele foi levado até a Catedral de Constança para ouvir um sermão sobre a teimosia dos hereges. Em seguida, teve seus cabelos cortados, uma cruz foi desenhada em sua cabeça, e recebeu uma coroa de papel decorada com desenhos de diabinhos. Mais uma vez, exigiram que Hus se retratasse, mas ele não voltou atrás. Atribui-se a Hus as seguintes palavras:

"Estou preparado para morrer na Verdade do Evangelho que ensinei e escrevi". Hus morreu cantando os Salmos, e sua morte deflagrou uma verdadeira revolução contra a Igreja na Boêmia.

Recentemente, o Papa João Paulo II reconheceu o erro de seus "infalíveis" antecessores. Em dezembro de 1999, o líder católico pediu desculpas - embora demasiadamente tardias - pela morte de Hus. Na ocasião, falando sobre o reformador tcheco em um simpósio internacional promovido pelo Vaticano, João Paulo II afirmou: "Hoje, às vésperas do Grande Jubileu, sinto a necessidade de expressar profundo arrependimento pela morte cruel infligida a John Hus e pelas conseqüentes marcas de conflito e divisão deixadas nas mentes e nos corações do povo boêmio".

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Fome e Sede de Justiça de Deus



Fome e Sede de Justiça de Deus (Mateus 5: 6)

Vivemos dias difíceis, dias de abandono da fé (apostasia) em Jesus Cristo. Inverteram muito os valores, ser feliz para Jesus é muito diferente de alegrar o nosso ego. Para Jesus a felicidade plena não é ter coisas, mas sim, ter o Reino dentro de nós. Essa é a ligação direta entre justiça e felicidade. Estevão deu sua vida para promover a justiça de Deus na Terra. Entendemos que a infelicidade de muitos pode estar conectada com a falta de fome e sede de justiça e não com a falta de sorrisos ou bens materiais.

Fome e sede: essas são necessidades básicas para sobrevivência de qualquer ser vivo. Sem a ingestão de líquidos ou alimentos é impossível que se conserve a vida biológica, mas tão prejudicial quanto ausência de alimento ou liquido é a contaminação daquilo que se ingere. Às vezes, o desespero da fome e da sede pode levar pessoas a comerem lixo, por isso é que não basta ter fome e sede, mas é necessário ter fome e sede dos alimentos que trarão vida e não morte. Ter fome e sede de justiça e não de injustiça, ou de violência ou vingança pessoal, mas fome de Deus e da sua justiça.

Justiça: Justiça significa dar a cada um, o que lhe é de direito. A Bíblia nos ensina que Deus é Justo Juiz, portanto dará a cada um segundo suas obras. Você está desafiado a ter sede dessa justiça ou desse juízo divino. Ter sede de Justiça é ter desespero pela presença e pela manifestação da justiça de Deus para que cada um tenha seus direitos respeitados. A fome e sede de justiça deve nos conduzir a duas atitudes ou nos levar a responder diante da realidade e dos desafios de duas formas:

Você não pode se calar

Você não pode ser indiferente diante das injustiças, é preciso ficar exposto sua fome e sua sede. Não podemos nos calar diante de qualquer injustiça. Fome e sede que fizeram mártires entregarem sua vida pela causa do Reino de Deus, como os Profetas que denunciavam os erros, pecado ou injustiça de qualquer tipo.

Você precisa provocar Fome e Sede

Em segundo lugar a fome e a sede de justiça devem produzir mudanças e revelar o caráter de Cristo em nós. Seja através de um coração contrito, de uma palavra de confronto, de muito jejum e humilhação para que possa ser manifesta a Justiça de Deus.

Bem aventurados são aqueles que pelo desespero de vêem a justiça de Deus se manifestando se posicionam com todas as suas forças para promovê-la.

Seja plenamente faminto e sedento por justiça.

sábado, 12 de setembro de 2009

Vem aí... Imersão!




Qualquer Dúvida, pergunte!

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Perdão revelado através das Lágrimas

Lágrimas falam de perdão. É o caso da pecadora que chora aos pés de Jesus molhando-os com as suas lágrimas e enxugando-os com os seus cabelos.
Uma cena impressionante que chama a atenção do anfitrião. O fariseu Simão não entende nada e acaba julgando de maneira preconceituosa. Jesus nos ensina, com essa parábola dos dois devedores, que maior a dívida perdoada, maior deveria ser o agradecimento. Infelizmente, "aquele a quem se perdoa mostra pouco amor".
Uma indireta do Senhor para nos lembrar que deveríamos amá-lo muito mais, porque, afinal, todos somos pecadores e a todos Ele gostaria muito perdoar.

É fácil entender que poucas vezes pedimos perdão e pouco amamos, porque nos consideramos corretos até demais. “Não precisamos do perdão de ninguém”; “não devemos pedidos de desculpa para ninguém”; aliás, às vezes, achamos que, com todas as nossas orações, seja o bom Deus quem nos deve. De devedores, passamos a nos considerar credores.
Estamos muito longe de entender o valor transformador e libertador do perdão.

Em primeiro lugar, quem perdoa é uma pessoa de coração grande e bondoso.
Compreende a fragilidade do outro, prefere dar confiança e amar de novo que ficar lembrando as ofensas recebidas. Por isso Deus-Pai, como Jesus no-lo fez conhecer, pode perdoar os piores pecados, porque o amor de Deus é maior do que todas as nossas culpas.

Para nós é mais difícil. Às vezes somos tão idiotas que carregamos ódio e desejos de vingança por toda vida, destruindo muito mais a própria vida do que a vida do culpado. Como seriam diferentes os nossos relacionamentos se fossemos todos mais capazes de perdoar e de pedir perdão. Acredito que viveríamos sem esse peso do pecado de não perdoar e isso iria nos trazer uma paz (Shalom) que excede todo entendimento.

Vamos começar pelo nosso mundo "pequeno": as nossas famílias, os parentes, os vizinhos e, quem sabe, um dia chegaremos a perdoar. E a ter perdoados os pecados do tamanho do mundo como as guerras, os atos de terrorismo, os genocídios, as dívidas internas e externas, a fome dos empobrecidos, a miséria dos refugiados, a morte e as lágrimas de todos os inocentes.

Mas para que tudo isso aconteça, não é suficiente a vontade de perdoar, é necessário o arrependimento e a vontade de reparação de quem praticou o mal. Perdão e justiça são, ambos, atos de amor. Quem errou deve reconhecer o erro e provar que não vai mais cometê-lo. Esse é o sentido purificador das lágrimas da pecadora do Evangelho. Ela não tinha muito para devolver, somente devia provar que sabia amar de coração e não somente por dinheiro. Diferente é o caso de Zaqueu. Quando Jesus entrou na casa dele, o rico prometeu dar a metade dos seus bens aos pobres e a devolver quatro vezes mais a quem havia roubado. Nós não pretendemos que quem roubou do povo, por exemplo, devolva quatro vezes mais, mas ao menos reponha o que desviou. Estão faltando lágrimas e gestos concretos de arrependimento. O dinheiro some e jamais volta lá de onde nunca deveria ter saído.

Existe muitas lágrimas fingidas hoje em dia, quando alguém vai preso é um exemplo, as vezes o preso chora de arrependimento, mas na maioria das vezes é de fingimento. Hoje faltam lágrimas de contrição e perfume de amor.
Te desafio a buscar a essência da adoração através de uma vida reta e pura diante ao nosso amado Jesus, ao derramar suas lágrimas, derrame por ele e para ele, libere o Som das Lágrimas. Que Deus abençoe sua vida em nome de Jesus.

Parte 2 do Livro Som das Lágrimas (M. Barroco)